Música: Pinpoint – Hayfitz

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Brandon Hafetz – fonte hayfitz.com

“Você já conheceu alguém e soube imediatamente que essa pessoa teria um papel profundo em sua vida? Mesmo que depois de alguns minutos, horas, dias, você nunca mais os veria? (…) Pinpoint, narra uma reação a sentimentos viscerais desencadeados por breves e desarmantes momentos no tempo. Você nunca sabe quando alguém pode ‘aparecer do que parece ser um nada’ e de repente se tornar o centro do seu universo. Não se esquivar dessa potencialidade, pode desbloquear um conjunto de experiências realmente bonitas, mas emocionalmente perigoso.” – Conceito da composição retirado do site oficial.

É gente, essa é a descrição dada da música que eu venho apresentar à vocês hoje! Hayfitz é o apelido do multi-instrumentista americano, Brandon Hafetz, que felizmente conheci de maneira aleatória em uma playlist do Spotify e me apaixonei no momento em que a escutei.

“Pinpoint” é a primeira de uma coleção futura de músicas gravadas e compostas por ele por dezoito dias em uma casa em Seattle, cercada por vistas bucólicas e de montanhas. O cenário, segundo o próprio cantor, trouxe o espaço emocional para entregar as canções com determinação, trazendo detalhes intencionais — você consegue ouvir toda suavidade, tranquilidade e amor transmitidas em melodia e letra, ou seja, meta conquistada com sucesso!

Espero que vocês gostem o tanto quanto eu. Hoje, deixarei para vocês letra, vídeo e tradução! Me contem o que acharam ❤

Pinpoint

You popped right into my life like you’ve always been here
And darling I simply was not at all prepared
You popped right into my life like you’ve always been here
I didn’t know it but you were my greatest fear

But I don’t even know your name
Just that face
I don’t even know your name
Just that face

Finding myself in a maze
Lost in the clues I’ve created
Puzzling my mind with these games
But I don’t even know your name
Just that face

There’s somethin’ about you that I just can’t quite pinpoint
A look in your eyes I swear that seen before
Darling you must be starting to really get to me
Cause there’s somethin’ about you that I just can’t ignore

But I don’t even know your name
Just that face
I don’t even know your name
Just that face

Oh call it premature, maybe
Call it premature, baby
You can call it premature, baby
But I just can’t help it

Call it premature, maybe
Call it premature, baby
You can call it premature, baby
But I just can’t help it

Oh that face
Just that face
Oh that face
Just that face

Identificar

Você apareceu na minha vida como se estivesse sempre aqui
E, caramba, eu simplesmente não estava preparado
Você apareceu na minha vida como se estivesse sempre aqui
Eu não sabia disso, mas você era meu maior medo

Mas eu não nem sei seu nome
Apenas aquele rosto
Eu nem sei seu nome
Apenas esse rosto

Me encontrando em um labirinto
Perdido nas pistas que eu criei
Confundindo minha mente com esses jogos
Mas eu nem sei seu nome
Apenas esse rosto

Há algo em você que eu não consigo identificar
Um olhar em seus olhos, eu juro, que já vi antes
Querida, você deve estar começando a realmente me atingir
Porque há algo em você que eu simplesmente não consigo ignorar

Mas eu nem sei o seu nome
Apenas aquele rosto
Eu nem sei o seu nome
Apenas esse rosto

Chame isso de prematuro, talvez
Chame isso de prematuro, querida
Chame isso de prematuro, talvez
Mas eu simplesmente não posso evitar

Chame prematuro, talvez
Chame prematuro, querida
Chame prematuro, talvez
Mas eu não posso evitar

Apenas aquele rosto
Oh aquele rosto
Apenas aquele rosto
Oh aquele rosto

Um beijo da Deise, até a próxima

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Lembranças

Não nos lembramos de dias, nos lembramos de momentos.

Nessa quarentena em que vivo agora, e que acaba de ser estendida, eu passei relembrando momentos, que enquanto eu os vivia, não imaginava que seriam marcantes ao ponto de me fazerem chorar ou sorrir — da maneira mais espontânea possível, que me pegariam de repente, a qualquer hora do dia, com qualquer canção que escuto, provocando emoções intensas e marcantes… não imaginava!

Era como uma flecha, certeira, e eu a chamo de “saudades”. O que diferencia um dia do outro, são os momentos que vivemos, que nos marcam, o que fazemos. Existem dias que ficarão marcados permanentemente na sua história, outros, ficarão registrados por um período e se apagarão… outros terão esse efeito em você…

Em fevereiro desse ano, me senti tocada a escrever, sobre como os “momentos de agora, serão lembranças do futuro” e de como eu não sabia a forma como eu me lembraria depois…

Comparei com uma flor. O auge da sua beleza, propósito e efemeridade. Mas é isso, tudo tem sua causa. As flores morrem, é verdade, mas podem nascer de novo.

Hoje, eu me lembro com carinho. Reconheço minhas faltas, bem como os meus exageros. Hoje, com o tanto de tempo que tenho, posso pensar pelo lado emocional da coisa, sobretudo, o lado racional também, e um dia, espero chegar a uma conclusão definitiva — e provavelmente escreverei sobre o tema.

“Não sei como lembrarei disso depois. Mas vou lembrar.” — 💛😭

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A Poesia

Eu sou o poeta, e você a poesia.

Eu te criei, alinhei seus versos e rimei as palavras.

Tomei a liberdade de chamar-te de obra e admirar-te em meio a todo caos em volta.

Eu te escrevi várias e várias vezes. Apaguei o que não estava tão bom, e decidi recomeçar, senti emoção a cada nova linha.

Você é a poesia que não canso de ler. Leio e não entendo, por vezes, extraio coisas novas que ainda não havia visto, em outras, apenas aqueço meu coração.

Você é a maravilhosa coletânea, que todo apreciador de uma boa leitura gostaria de ter.

Você existe, são as palavras que provém do amor e da criatividade. Da plena atividade que é observar, imaginar, e por em ação no papel.

Eu te amo, e eu te amo como um bom criador aprecia sua obra.

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Linha Invisível

Dois roteiros, duas realidades, dois motivos diferentes.

Era apenas um ponto convergente, ou melhor, apenas minutos que nos alinhavam num pequeno trajeto.

Era uma linha invisível.

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Seu olhar era tão magnético! Com ou sem pretensão, eles certamente me levariam à você, como de fato me levaram.

Era uma linha invisível.

Essa linha não era frágil, era intrépida, era intrigante. Essa linha me fazia pensar. Essa linha fez com o que eu me visse diferente todos os dias, reacendeu uma luz de esperança dentro de mim.

O tempo foi passando, as coisas foram mudando. Cometi alguns erros, me confundi, me distraí, fiz algumas promessas. Esperei, esperei ansiosamente pelo verão! Me preparei, inventei e reinventei esse reencontro, até que aconteceu, chegou a estação. Já no primeiro dia, notei que coloquei expectativa demais…

Demorei a perceber, demorei a querer acreditar… de alguma forma, em algum momento, perdemos essa linha.

O que havia ali não era palpável, não poderia ser considerado sólido, muito menos decifrável… mas, de alguma forma, me fez sentir algo que eu acabei dando um nome.

Era uma linha invisível, que após erros e acertos, após a ação do tempo, após as reações e decisões que tomamos, parecia estar retomando sua consistência… porém, fomos surpreendidos por novas circunstâncias, essas que vão mudar todo rumo dessa breve história. Um hiato sem previsão de volta. Um hiato bem nebuloso.

Hoje, eu vivo uma incógnita porque depois de tudo isso, eu não sei o quanto mais essa linha pode se esticar. Não sei por quanto tempo mais, ela vai poder durar.

Mas eu sou grata mesmo assim, pelo tempo que pude ter, agradeço a lição, o sorriso, os momentos e a poesia que seus olhos puderam me dar.

Era apenas uma linha invisível, que muito me deu.

Espero que haja uma próxima vez.
Até algum dia, olhos que são como a Lua.
Peço a Deus todos os dias por você.

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